PDR repudia o “ATAQUE AO SINDICALISMO”

PDR repudia o “ATAQUE AO SINDICALISMO”. O Partido Democrático Republicano – PDR, repudia veementemente o atroz julgamento público que o Dr. Marques Mendes fez.

 

COMUNICADO IMPRENSA

“ATAQUE AO SINDICALISMO”

O Partido Democrático Republicano – PDR, repudia veementemente o atroz julgamento público que o Dr. Marques Mendes fez ontem no seu programa televisivo semanal, na SIC Notícias, em que perpetuou um ataque pessoal ao PDR e seu candidatos às legislativas, nomeadamente Pedro Pardal Henriques, pelo círculo Eleitoral de Lisboa, e Bruno Fialho, pelo círculo Eleitoral de Setúbal, responsabilizando-os de danificar o sindicalismo.

Em primeiro lugar, convém relembrar ao Dr. Marques Mendes que o sindicalismo em Portugal se tem vindo a degradar ano após ano, como podemos observar pelas descidas do número de associados que as Centrais Sindicais têm apresentado.

Como é do conhecimento público, os dois candidatos do PDR às eleições legislativas, pelos círculos eleitorais de Lisboa e de Setúbal, são conhecidos sindicalistas independentes, o que talvez cause um grande incómodo ao Dr. Marques Mendes, tal como ontem constatámos.

O PDR considera que o sindicalismo não podem continuar amarado às imposições dos partidos políticos e que a independência dos trabalhadores e dos sindicatos não pode ser impedida, nem pelo Dr. Marques Mendes.

Relembramos ainda que no mês passado, os representantes da UGT e da CGTP-IN filiados no Partido Socialista queixaram-se de não estarem representados em lugares elegíveis nas listas de candidatos socialistas a deputados e exigiam mais sindicalistas nas listas às eleições legislativas.

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Também não podemos esquecer ainda que ao longo dos anos, PS e PSD tiveram e continuam a ter na Assembleia da República deputados que tiveram ou têm cargos sindicais de relevo, nomeadamente:

 

Sindicalistas e deputados do PARTIDO SOCIALISTA

 

JOÃO PROENÇA

Antes de ser deputado pelo PS foi secretário-geral do sindicato dos trabalhadores da administração pública. depois de terminar o seu mandato de deputado foi secretário-geral da UGT durante 2 décadas.

TORRES COUTO

Além de vários cargos na área sindical, nomeadamente como secretário-geral da UGT durante 2 décadas, foi deputado em três legislaturas à Assembleia da República pelos círculos de Lisboa, Leiria e Setúbal, tendo sido cabeça de lista do PS nos dois últimos. Foi ainda deputado ao parlamento europeu de 1989 a 1999.

RUI RISO

Foi deputado e presidente do sindicato dos bancários do sul e ilhas; Presidente do SAMS-serviço de assistência médico-social do SBSI e vice-presidente da UGT.

WANDA GUIMARÃES

É deputada pelo PS e foi a primeira presidente do sexo feminino da UGT, secretária-geral da federação nacional da educação (FNE) e representou durante vários anos o sindicato dos professores da zona norte (SPZN).

 

Relativamente ao partido político que o Dr. Marques Mendes representa, deixamos aqui o nome de alguns sindicalistas e deputados que foram eleitos deputados pelo Partido Social Democrata – PSD.

 

ARMÉNIO DOS SANTOS

Deputado na Assembleia da República, secretário-geral dos TSD, membro da comissão política nacional do PSD, fundador e secretário nacional da UGT, membro do conselho nacional e da comissão política nacional do PSD, secretário geral dos TSD e presidente do sindicato dos bancários do sul e ilhas.

PEDRO ROQUE

Deputado na Assembleia da República e secretário-geral dos TSD – trabalhadores social democratas – desde 2011

MARIA DAS MERCÊS BORGES

Deputada na Assembleia da República, membro eleito do conselho nacional dos TSD, membro do secretariado nacional dos TSD, presidente da assembleia distrital de Setúbal dos TSD.

CARLA BARROS

Deputada na Assembleia da República e presidente dos trabalhadores sociais democratas (TSD) do distrito do Porto.

Estes são apenas alguns dos nomes de deputados sindicalistas que o Dr. Marques Mendes deveria conhecer, mas que, por desconhecimento ou aproveitamento político, se esqueceu de referir.

Por último, questionamos se o ataque que o Dr. Marques Mendes fez aos nossos dois candidatos às próximas eleições legislativas, Bruno Fialho e Pedro Pardal Henriques, é um ataque ao sindicalismo livre e fora das contingências dos partidos políticos, já que, questionamos se quando os sindicalistas são apoiados pelos dois maiores partidos portugueses, imediatamente ficam sob o manto de serem considerados ”bons sindicalistas”.